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Amigo, um conselho: vá a algum show d’ O Terno

Blog | 1 | 26/07/2015

Tive a oportunidade de contemplar dois shows do O Terno em São José do Rio Preto (SP) neste ano. Me permito dispensar apresentação à banda – que inclusive integrara o lineup do Lollapalooza mais recente.

Pois bem, o último concerto ocorreu no Teatro do SESI. Um lugar esplêndido para tocar, penso eu. Aliás, sinto que vários ali presentes queriam me dar uma sapatada motivada por cobiça. Mas o motivo era válido: tirei a sorte de sentar no centro da primeira fileira.

O eco das botinas de Tim Bernardes anunciam: a banda vai entrar! Então, após 5 minutos de propagandas autopromotivas da instituição contratante - mesmo com o trio já a postos (?) foi iniciado o baile. Poderia apostar que quem estava vendo a banda pela primeira vez iria se surpreender logo no primeiro riff. Abriram com O Cinza, ou seja, teria me dado bem.

Ninguém dá nada para o vocalista de botina, cabelo lambido e óculos grandes; para o baixista baixinho (e que leva uma palheta só para tocar); e para o baterista improvisado (que quebraria duas baquetas e conduziria o imprevisto com muito estilo sem ninguém perceber) – até ver/ouvir a fúria fundida a versos simplistas dando forma ao show. É uma poesia sui generis que só.

Mesmo com Charles, o batera “emprestado” de Charlie & Os Marretas na regência das baquetas, tudo soou naturalmente linear. Até mesmo em “66”, onde o compasso acelerado de baquetas da canção foi intrinsecamente bem executado.

Isto é digno de observar o entrosamento entre as duas bandas, que junto a mais seis completam o time do coletivo/selo musical Risco. Fazem parte do selo, além de O Terno e Charlie & Os Marretas: Memórias de um Caramujo; Grand Bazaar; Noite Torta; Os Mojo Workers; Caio Falcão e o Bando; e por fim, a cantora Luiza Lian. 

Sejamos justos, todos os envolvidos no coletivo merecem sua atenção. Mas voltando ao Terno…

Meu amigo, sentado ao meu lado, bem observou: “cara, ao vivo eles soam igualzinho como no disco”. Tive que concordar. O trio se apresenta como se estivesse num almoço de domingo ensolarado com os avós. À vontade, sorridente, simples, natural. Sabem tão bem o que estão fazendo que chega a parecer fácil.

Ao fim do show, como já é de praxe, os próprios músicos se encarregam de punhar a caixa de papelão com discos e camisetas para vender na calçada para os fãs. Gesto que permite aproximação e interação que poucas bandas se arriscam a propor. Acho que não posso dizer mais muita coisa, a não ser lhe alertar para que siga o conselho que intitula esse texto. Até a próxima, O Terno, até a próxima, pessoal.

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Sobre o autor:

Vinícius Franco é jornalista, produtor e músico do Biblioteca da Memória.
Siga no Instagram: @francamentevini
Siga no Twitter: @francamentevini

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