Ozzy Osbourne quase toca o céu em Ordinary Man | Francamente

Ozzy Osbourne quase toca o céu em Ordinary Man

Blog | 4 | 03/03/2020

Ozzy Osbourne quase toca o céu em Ordinary Man - 1

No início de 2020, vimos Kelly Osbourne ter que desmentir que o pai estaria em seu “leito de morte”; Quando na verdade, Ozzy estaria finalizando seu décimo segundo disco, justamente o primeiro de forma totalmente sóbria.

Ordinary Man foi lançado em 21 de fevereiro, e já é considerado o trabalho mais bem sucedido do imortal vocalista do Black Sabbath, isso porque o homem mais famoso do metal certamente, do alto dos seus 71 anos, não tem que provar mais nada para absolutamente ninguém. Mas provou.

Tudo fica mais interessante quando quem assina a produção do trabalho é Andrew Watt, nome por trás de sucessos de Lana del Rey, Rita Ora, Liam Payne, Camila Cabello, Cardi B, Justin Bieber, entre outros. Certamente foi de Watt a ideia de convidar Post Malone e Travis Scott como (inusitadas) participações especiais para a obra.

Impressionante como Ozzy está sempre cercado de excelentes músicos do alto escalão. Em Ordinary Man, o próprio Andrew Watt assumiu a guitarra, enquanto Duff McKagan (Guns n’ Roses) assinou as linhas de contrabaixo, e Chad Smith (Red Hot Chili Peppers), a bateria.

E claro, não poderíamos deixar de citar a brilhante parceria com Sir Elton John, que rendeu uma das mais belas canções da história da humanidade. Juntos, os dois Lordes compuseram a música título do álbum, “Ordinary Man”, que ressoa como uma reflexão sobre a já longa carreira de ambos. “Eu não estava preparado para a fama, de repente todos sabiam meu nome (...) Sim, a verdade é que eu não quero morrer como um homem comum”. Só ouça.


Enquanto isso, Under the Graveyard não fica nenhum passo atrás. Escolhida a dedo como primeiro single a ser trabalhado, a canção ganhou um belo videoclipe, onde Ozzy Osbourne encara seus demônios no final dos anos 70, período em que viveu seus piores dias. Enquanto tentava fugir das ruínas, das drogas, da vida de chapado, a esposa e empresária Sharon Osbourne tenta o guiar para a luz da sobriedade. Uma obra prima audiovisual:


A parceria com Post Malone, diga-se, rendeu a explosiva It’s a Raid, que destoa do ritmo do disco como um todo, o que não parece ser acidental. A receita se repete na última track, Take What You Want, que na verdade foi "pescada" do álbum Hollywood's Bleeding, de Malone - com o acréscimo de Travis Scott ao time. O resultado é uma inimaginável mistura de heavy metal e rap, que figurou no Top 10 da Billboard Hot 100 por muito tempo após seu lançamento.

Straight to Hell e Holy for Tonight são duas tônicas em momentos diferentes do álbum - a primeira abre o disco avisando do que se trata o que está por vir, enquanto a segunda inicia o ciclo final em um tom marcante de corais quase religiosos. 

Por fim, ao longo de suas 11 faixas, Ordinary Man soa como uma obra quase sinfônica, com todas as notas muito bem arquitetadas por Andrew Watt, fazendo um paralelo entre humores que resignam sobre desgraças, tristezas, reviravoltas, superações, vida e morte. Este pode ser o último trabalho em vida de Ozzy, mas ele garante que gostou de trabalhar com o produtor quer “fazê-lo novamente”. Que bom.

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Sobre o autor:

Vinícius Franco é jornalista, produtor e músico do Biblioteca da Memória.
Siga no Instagram: @francamentevini
Siga no Twitter: @francamentevini

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