Quais são os 10 discos da sua vida? Ele perguntou isso para 100 personalidades, e compilou num livro | Francamente

Quais são os 10 discos da sua vida? Ele perguntou isso para 100 personalidades, e compilou num livro

Blog | 29/12/2014

Se você digitar listas no Google, você terá mais de 300 milhões de resultados. Destas, seletas 100 podem ser encontradas no livro Discoteca Básica, do autor Zé Antonio Algodoal.

Zé é músico, guitarrista do Pin Ups, trabalhou como diretor na MTV Brasil durante quase duas décadas (sim, durante a época de ouro da emissora, ele estava lá). Dirigiu os épicos programas Lado B e Supernova - além de muitos outros, sempre ao lado de grandes personalidades da música, nacional e gringa. Seu programa mais recente na TV foi o Breakout Brasil, no canal Sony, onde foi um dos diretores. Agora, o título de autor está presente em seu currículo, de forma colaborativa. Bem colaborativa.

Foi em parceria com 100 personagens que o livro Discoteca Básica saiu. Ele fez apenas uma pergunta: “Quais os 10 discos da sua vida?”, e coletou as respostas, junto a comentários sobre os discos escolhidos. “Procurei mostrar a relação e o amor que cada um tem com o universo musical”, revelou Zé.

Dentre as 100 personalidades que participam do livro estão nomes como: João Gordo, Alex Atala, Andreas Kisser, Beto Bruno (Cachorro Grande), Jô Soares, Edgard Escandurra, Beto Lee, Caco de Castro, Diogo Portugal, Luciana Gimenez, Nando Reis, Supla, Zeca Camargo, Miranda (produtor), Ken Stringfellow (REM), e muitos outros.

A obra oferece muito mais que “os 10 discos favoritos” de fulano ou ciclano. A sensação de surpresa pode fazer parte de cada página ao ser virada. Não é todo dia que se imagina que um dos dez discos favoritos da Astrid Fontenelle, por exemplo, é o Sobrevivendo no Inferno (1997), dos Racionais MC’s.

Em suma, o livro é uma coletânea de curiosidades que todos os apaixonados por música se deliciam em tomar conhecimento. A leitura é obrigatória para quem gosta de listas e depoimentos de seus ídolos. Confere aí como foi o bate-bola com o autor.

Quais são os 10 discos da sua vida? Ele perguntou isso para 100 personalidades, e compilou num livro - 2

Foi fácil escolher as 100 pessoas que participaram do livro? Como foi esse processo?

Escolher convidados nunca é fácil, mas eu já tinha a ideia de reunir pessoas de diferentes áreas. Já prevendo que algumas pessoas não conseguiriam entregar os textos a tempo, minha lista inicial tinha mais de 200 nomes. Para a minha sorte, a grande maioria das pessoas foi muito gentil e aceitou o convite com facilidade.

E como você lidou com as escolhas do pessoal? 

A lista era pessoal, cada um deveria listar os álbuns que fizeram parte da sua vida e eu jamais faria qualquer tipo de julgamento em relação às escolhas. E além disso procuro sempre evitar de rotular qualquer obra como boa ou ruim. Tem muita coisa que não ouço, mas que faz com que outras pessoas se divirtam, se emocionem, etc. Ruim é não ouvir aquilo que nos deixa feliz.

Se fosse para dar continuidade, qual seria o décimo-primeiro disco da sua vida? hahaha

Aí fica bem difícil… Talvez o primeiro do Velvet Underground, Heroes do David Bowie, King Tubby… Juro que teria que pensar muito antes de uma resposta definitiva.

Desde quando você tinha essa ideia de fazer uma master lista colaborativa?

Tive essa ideia há uns três ou quatro anos, mas tudo começou a tomar forma em 2012 quando encontrei o Felipe Gasnier, da editora Ideal, que resolveu abraçar o projeto.

Zé, você é um mídia-man do rock brasileiro, depois do livro e de tantos outros programas da TV. Então quero sua opinião sobre a recente lista da Crowley, onde o 'rock' ficou como gênero que emplacou menos hits nos últimos 10 anos.

Acho uma besteira. Já nos anos 60 muitas das paradas de sucesso não tinham o rock nos primeiros lugares. 1967, por exemplo, foi o ano em que os Beatles lançaram Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, foi também o ano do primeiro álbum do The Doors, do Surrealistic Pillow do Jefferson Airplane e Are you Experienced? do Hendrix e o primeiro lugar das paradas ficou com To Sir With Love, da Lulu, e isso não mudou absolutamente nada. 

Não sou desses que acham que o rock morreu ou que corre algum perigo, acho essa discussão ultrapassada. O mundo é múltiplo, os estilos se misturam, tem muita gente boa aparecendo e ser uma banda de rock não é nenhuma garantia de qualidade ou o que quer que seja. Tem muito artista pop com mais atitude que muitos roqueiros e vice-versa. O que interessa é música feita com sinceridade.

__

Sobre o autor:

Vinícius Franco é jornalista, produtor e músico do Biblioteca da Memória.
Siga no Instagram: @francamentevini
Siga no Twitter: @francamentevini

Comentários

Escreva um comentário antes de enviar

Houve um erro ao enviar comentário, tente novamente

Por favor, digite seu nome
Por favor, digite seu e-mail
Envie sua sugestão
Envie sua sugestão

Francamente

online

O que você gostaria de ver em nosso blog?